TRAÇOS INDIVIDUAIS




SENSIBILIDADE À DOR

 

A dor é uma sensação subjetiva e complexa; pode ser latejante, intenso, leve ou mesmo queimar. Saber distinguir essas diferentes formas é fundamental para o seu tratamento, pois indica a causa da dor e de onde ela vem. A dor pode ser classificada em dor nociceptiva (inflamatória), neuropática (origem relacionada ao nervo), psicogênica (associada a fatores psicológicos) de acordo com sua causa e localização.

Cada pessoa percebe a dor de forma diferente. Também é importante notar que existe uma diferença perceptível na sensibilidade à dor entre homens e mulheres. Ao contrário do que se pensa, as mulheres costumam ser mais sensíveis à dor principalmente por causa de seus hormônios sexuais e da influência cultural e social.

Os estrogênios influenciam a sensibilidade à dor nas mulheres porque aumentam os níveis de alerta e atividade do sistema nervoso e, portanto, a transmissão da dor. Além disso, os homens têm a vantagem do hormônio sexual masculino, a testosterona, que reduz a sensibilidade à dor.

Um novo estudo realizado por pesquisadores do King College of London mostrou que a sensibilidade à dor pode ser alterada pelo estilo de vida e ambiente de uma pessoa. Sua pesquisa se baseia na descoberta de que a sensibilidade à dor, antes considerada inflexível, pode mudar em função de um gene “desligar” ou “ligar”, ou seja, da expressão dos genes de acordo com o estilo de vida e fatores ambientais em um processo conhecido como epigenética, responsável pela alteração química dos genes.

Esta pesquisa foi publicada na revista “Nature Communications” e tem implicações importantes para a compreensão da sensibilidade à dor e pode levar a novos tratamentos direcionados para “desligar” certos genes epigeneticamente.

 

 

GENE OU REGIÃO ESTUDADA

 

  • SCN9A