TRAÇOS INDIVIDUAIS




ANÉIS PIGMENTADOS NA ÍRIS

 

A íris é a parte colorida que circunda a pupila do olho. Semelhante às impressões digitais, os padrões da íris são muito complexos e identificam cada pessoa de maneira única. Por esta razão, o reconhecimento da íris é usado em alguns países para os sistemas de identificação nacional e para automatizar a travessia de fronteiras.

São características da íris: as criptas, que são as áreas ovais dentro da íris; anéis pigmentados que circundam a íris; contrações do sulco, que são faixas radiais e concêntricas ao redor da pupila; e manchas pigmentadas na íris, também chamadas de nevos. A herdabilidade de vários tipos de padrões de íris varia entre 70-95%, o que significa que a genética contribui fortemente para essas características.

 

O OLHO HUMANO

O cristalino é sustentado por fibras conjuntivas muito finas que, por sua vez, se unem ao músculo constritor do corpo ciliar. O cristalino é formado durante a terceira ou quarta semana de gestação. Em crianças, a lente é branda e elástica, mas endurece e aumenta de tamanho à medida que envelhecemos. Em uma pessoa de 70 anos, é quase três vezes maior do que em um bebê.

O humor vítreo, localizado atrás do cristalino, é uma substância gelatinosa e esbranquiçada que preenche a cavidade central do olho. Essa massa é circundada pela retina, a camada nervosa que reveste a parte posterior do olho. A retina detecta a luz e cria impulsos elétricos que são enviados ao cérebro através do nervo óptico.

A zona que circunda o nervo óptico é o disco óptico, uma área que não contém células nervosas sensoriais e constitui o que é conhecido como ponto cego. Na superfície da retina há uma pequena área amarelada ligeiramente lateral ao centro da retina que constitui a região de máxima acuidade visual - também chamada de mancha amarela.

A íris é a parte colorida do olho e pode ser azul, verde, marrom, etc., definindo a cor dos olhos. A pupila, preta, está no centro da íris e a área branca ao redor da íris é a esclera. A íris está localizada atrás da córnea, entre a câmara anterior e o cristalino, que cobre de forma maior ou menor dependendo de sua dilatação. Esta parte anatômica da câmara anterior do olho está em constante movimento, permitindo que a pupila se dilate (midríase) ou se contraia (miose) dependendo da intensidade da luz que recebe e regulando a quantidade de luz que chega à retina.

Cada pessoa tem uma cor de olhos diferente, com nuances particulares e tonalidades exclusivas. A cor dos olhos é uma característica genética determinada pela distribuição da melanina na íris por três elementos: a melanina do epitélio da íris, a melanina da parte anterior da íris e a densidade do estroma da íris. 

A FUNÇÃO DA ÍRIS

A íris regula a luz que entra no olho, como o diafragma de uma câmera. A íris é composta por tecido muscular e células pigmentadas. Se o músculo esfíncter da íris se contrair, a pupila fica menor e permite que menos luz entre no olho. Se esses músculos relaxam ou se expandem, mais luz entra na retina. As células pigmentadas determinam a cor dos olhos. Quanto mais pigmento na íris, mais escura será a cor dos olhos. A cor da íris depende da transparência do estroma e da quantidade de pigmentação que possui. Quando há menos pigmentação, a cor dos olhos fica mais clara, azul; quando há mais pigmentação, a cor dos olhos fica mais escura e esverdeada ou com nuances castanhas.

OLHOS PRETOS

As cores pretas da íris não existem, pois há sempre uma ligeira diferença entre a íris e a pupila. No entanto, a Aniridia é uma doença ocular que faz com que a íris pareça desaparecer, que só existe a pupila, dando a aparência de um olho completamente roxo. Pessoas com esse transtorno têm visão reduzida e maior sensibilidade à luz (fotofobia). Eles também podem desenvolver problemas oculares, como glaucoma, catarata, degeneração macular, etc.

OLHOS CASTANHOS

Aproximadamente 60% das pessoas no mundo têm olhos castanhos (mais claros ou mais escuros, todos agrupados na mesma categoria). Essa cor se deve às grandes quantidades de melanina na parte anterior da íris. A maioria dos asiáticos e africanos tem essa cor dos olhos e, segundo alguns estudos, por ser um gene dominante, vai se estender ainda mais na população mundial.

OLHOS CASTANHO DOURADOS

Estes podem variar entre o amarelado ou dourado avermelhado ou acobreado, ou mesmo esverdeado. Lipocromo ou pigmento amarelado é o que faz essa cor existir. Também é encontrado em olhos verdes. Embora não seja muito comum, não há explicação genética para essa cor.

OLHOS ÂMBAR

Os olhos âmbar são de uma cor dourada amarelada e resultam de uma predominância de lipocromo na íris. Como os olhos dourados acastanhados, não há explicação genética para essa cor. A diferença entre os dois é que, embora a cor âmbar seja uniforme em toda a íris, o tom castanho dourado mostra pequenos anéis de cor clara ao redor da pupila. Embora não seja muito comum (apenas 2% das pessoas no mundo têm olhos dessa cor), pode ser encontrada em países europeus.

OLHOS COR DE AVELÃ

Os olhos cor de avelã situam-se entre castanhos e verdes e podem conter manchas de âmbar, ouro ou verde. Eles são mais comuns do que o âmbar e geralmente tendem a incluir muitas outras cores, incluindo verde, marrom e laranja. Além disso, os olhos castanhos podem parecer mudar de cor e consistir em manchas e ondulações, tornando-os uma cor muito original e variável.

OLHOS VERDES

Olhos verdes são encontrados apenas em cerca de 4% da população. Essa cor se deve às quantidades moderadas de melanina na íris e é uma cor intermediária entre o marrom e o azul. É possível que uma pessoa tenha olhos claros (azuis ou verdes), mesmo que os pais tenham olhos castanhos. É raro, mas não é uma cor rara.

Embora seja bem conhecido que não existem duas íris iguais, muito pouco se sabe sobre a genética subjacente a essas diferenças. Os pesquisadores estão estudando este assunto para aprender mais sobre os distúrbios relacionados à íris e fornecer insights sobre o cérebro, uma vez que o desenvolvimento da íris e o cérebro parecem estar conectados. Sabe-se que no nível genético, por exemplo, uma mutação ligada a uma perda na íris também está associada a defeitos no lobo frontal do cérebro. Além disso, algumas características da íris estão relacionadas a doenças neurológicas, como a Síndrome de Down.

 

 

GENE OU REGIÃO ESTUDADA

 

  • 14q32.12